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Archive for the ‘Costa Rica’ Category

Costa Rica

Chegando a San Jose – Costa Rica, a diferença salta aos olhos: nao há mais a gritante desigualdade social panamenha e o país passa a ser hegemonicamente branco. Há pessoas dormindo nas ruas, mas há pouquíssima mendicância, ao menos que tenhamos visto. Ao contrário do Panamá, a classe média parece predominar.

Ficamos em uma pensao na qual se alugam quartos, aparentemente, principalmente para “ticos”, ou “chicos” (como os costa-riquenhos se chamam), mas que no fundo tem dois quartos com baño para os turistas. Trabalhadores precarizados da Colômbia e outros países também habitam a pensao. Local absolutamente simples e honesto, no qual voltamos ao nosso esquema de super-intimidade, já que o banheiro nao tinha porta ( só cortina) e sua parede nao ia até o teto. Só que dessa vez a intimidade foi com os vizinhos também, porque também nao tinha forro entre um quarto e outro…

San Jose chama a atençao por ser uma cidade bastante “térrea”, com poucos edifícios.

San Jose

San Jose

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Em San Jose fomos ao Museo Nacional, onde vimos peças em pedra e adereços em ouro pre-colombiano. Tinha também uma criaçao de borboletas (!).

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Os paises da América Central eram as "capitanias hereditárias" espanholas

Os países da América Central eram as "capitanias hereditárias" espanholas

Cercada de borboletas. Quem procurar vai achar pelo menos uma...

Cercada de borboletas. Quem procurar vai achar pelo menos uma...

Almoçando no Mercado Central.

Almoçando no Mercado Central.

Café do Teatro Nacional, onde assistimos a um festival de dança.

Café do Teatro Nacional, onde assistimos a um festival de dança.

Seguindo nossa estratégia de nao fazer viagens tao longas, decidimos quebrar a ida à Nicarágua parando em La Fortuna, no meio do caminho, onde está o vulcao Arenal – ainda ativo.

Fomos de transporte público, o ônibus (lotado, cheio de pessoas em pé, claro) pegou fogo e tivemos que esperar outro. O detalhe interessante é que entre as pessoas começarem a gritar que havia uma fumaça e o ônibus ser evacuado, passaram-se alguns quilômetros, o motorista e a polícia olhando o ônibus procurando o que havia de errado, e todo mundo lá dentro, esperando (inclusive os dois manés que vos escrevem…).

Tentando ligar para casa enquanto esperávamos outro ônibus chegar na cidade de Zarcero.

Tentando ligar para casa enquanto esperávamos outro ônibus chegar na cidade de Zarcero.

La Fortuna é muito simpática e turistica. Fizemos um tour para ver o vulcao à noite, quando se vê as lavas, mas nos sentimos um pouco enganados (meio gringos, pagando muito mais do que merecido) e ainda por cima nao vimos porcaria nenhuma, porque o vulcao estava encoberto e nuvens! Para nao dizer que nao vimos nada, vimos uns vermelinhos que eventualmente apareciam em meio à escuridao, que eram as tais das lavas… Mas tudo bem, porque depois tomamos banho em umas termas calientes que valeram o passeio.

Praça central de La Fortuna

Praça central de La Fortuna

Pedro apontando o Arenal em erupçao.

Pedro apontando o Arenal em erupçao.

Banho no rio de águas calientes.

Banho no rio de águas calientes.

Tentando voltar à Interamericana, fizemos o translado “Jeep-Boat-Jeep”, que leva de La Fortuna à Monteverde, cortando caminho pelo lago Arenal.

Lago Arenal

Lago Arenal

Monteverde é uma cidade igualmente turística e simpática. Pretendiamos chegar e já sair, mas como só haveria conduçao no dia seguinte, aproveitamos para fazer um passeio em que se caminha por umas pontes sobre as árvores, na floresta – muito interessante.

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Uma árvore oca a ser escalada.

Uma árvore oca a ser escalada.

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Toda essa parte interior da viagem mostraram um lado bem diferente do país, em especial sua caracterítica fortemente rural, o que explica em grande parte a ausência da miseria gritante na capital e no país como um todo.

Dizem que a Costa Rica é o coraçao civil da centro américa, e de fato nao se nota presença militar (nem na fronteira) e os civis sao de bom coraçao…

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Tilaran, entre Monteverde e Libéria.

Tilaran, entre Monteverde e Libéria.

Bucólico arco-iris campestre na saida de Monteverde.

Bucólico arco-irís campestre na saída de Monteverde.

Apesar de termos curtido bastante a parte La Fortuna-Monteverde, chegamos à conclusao que sair da Interamericana dá trabalho e sai caro: as informaçoes sao super truncadas, todos sempre diziam que seria facil ir do próximo destino à fronteira, mas nunca era! E os ônibus aparentemente saem todos de manha nesse país, viajar à tarde é muito difícil…

Resumindo, para chegarmos de Monteverde à Granada, nosso pròximo destino, fomos de van (turistica. Ônibus era impossivel, até porque era domingo, entao as lojas das empresas que fazem essa viagem estavam cerradas, inclusive em San Jose!!) até Liberia (de volta à Interamericana), de onde pegamos um ônibus público até a fronteira (Peñas Blancas), cruzamos a pé, pegamos outro ônibus que ia à Manágua, descemos no meio do caminho e pegamos um outro bus até Granada.

Na Nicarágua vamos nos deparar novamente com uma miséria avassaladora e boas experiências à esquerda, mas isso sao cenas do próximo capítulo.

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