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Archive for the ‘Brasil’ Category

Aquecendo os motores

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Enfim definimos o roteiro. Seguimos em 5 dias para conhecer 8 novos países.

É um roteiro preliminar como todo roteiro, pues el camino se hace al caminar.

PANAMÁ

Cidade do Panamá de 01/12/08 a 03/12/08

COSTA RICA

San José de 05/12/08 a 07/12/08

NICARÁGUA

Manágua de 07/12/08 a 08/12/08

Granada de 08/12/08 a 10/12/08

HONDURAS

Tegucigalpa de 10/12/08 a 12/12/08

El SALVADOR

San Salvador de 12/12/08 a 14/12/08

Santa Ana de 14/12/08 a 15/12/08

GUATEMALA

Cidade da Guatemala de 15/12/08 a 18/12/08

Antigua de 18/12/08 a 19/12/08

Atitlan de 19/12/08 a 20/12/08

Livingston de 21/12/08 a 22/12/08

Rio Dulce de 22/12/08 a 23/12/08

Flores de 23/12/08 a 25/12/08

MÉXICO

Cancún/Tulun de 25/12/08 a 29/12/08

CUBA

Havana de 29/12/08 a 06/01/09

MÉXICO

Cancún de 06/01/09 a 06/01/09

Mérida de 06/01/09 a 07/01/09

Palenque de 07/01/09 a 10/01/09

San Cristóval de las casas de 10/01/09 a 12/01/09

Oaxaca de 12/01/09 a 14/01/09

Cidade do México de 14/01/09 a 19/01/12

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Deixamos nossos passos no território sul americano: as marcas que fizemos em nosso caminho não são comparáveis as que ficaram conosco ao caminhar.

Nessa viagem que durou 5 meses conseguimos acompanhar de perto alguns aspectos importantes das mudanças em curso na América Latina. Conhecemos as angústias e as esperanças de um povo de cultura abundante e de carências primárias. Testemunhamos a forte mobilização popular da Bolívia e da Venezuela que extravasavam realidade transformadora em um mundo que tenta condenar o sonho e a esperança.

Fomos atropelados por uma América indígena supranacional invisível aos olhos da hegemonia branca que define a “normalidade”.

Fomos apresentados a cenários naturais fabulosos e a culturas infinitas.

Percorrer o caminho que passou por cordilheiras, desertos, selvas, metrópoles e favelas só foi possível pela pronta solidariedade existente entre os povos que nos receberam nestes tão variados lugares.

Agradecemos a todos aqueles que nos acolheram em sua intimidade e que dividiram conosco suas opiniões e impressões nos dando a melhor matéria prima desta experiência.

Agora nos preparamos para dar mais alguns passos na mesma direção. Vamos percorrer a América Central, Cuba e o México. Para além das características singulares destes povos, vamos ter a oportunidade de dialogar com as diferentes impressões e posturas frente à crise mundial que se desenvolve.

Como essa crise afeta a República Socialista de Cuba, os povos autônomos do Chiapas zapatista mexicano e os mais variados países do centro do continente?

Qual é o balanço do povo cubano sobre os 50 anos da revolução que se completam com a chegada de 2009?

Ou mesmo, qual o esporte ou o prato predileto na Nicarágua que quase nunca ouvimos falar a respeito?

Várias perguntas como essas poderão ser feitas diretamente ao povo sem a mediação da imagem pasteurizada produzidas pelos meios de comunicação.

Não serão 5 meses e sim 50 dias, mas que certamente deixarão pegadas para seguirmos por muito tempo.

Vamos por América.

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Eliana, nossa anfitriã em Fortaleza.

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Antes de sairmos de Fortaleza ainda fomos pegar a última praia do Ceará.

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Do litoral fomos ao sertão, ver como andava a opinião dos ribeirinhos do São Francisco sobre o projeto da transposição. Surpreendentemente a população de Cabrobó (o provável ponto do rio de onde partirá a transposição) está a favor do projeto, mas não por uma avaliação sobre os benefícios disso para o Brasil, mas sim porque vai trazer empregos para a região.

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O Rio São Francisco que margeia a cidade de Cabrobó

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O transporte de alunos das escolas públicas em Cabrobó

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Em Belém do São Francisco (abaixo do ponto da transposição) conversamos com o sindicato dos trabalhadores rurais da região, filiado à Contag, favorável à transposição, com o típico disccurso do governo. Já na beira do rio um sujeito que trabalha com agricultura disse que o povo da região é contra o projeto e que pode até fazer greve.

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Belém do São Francisco

Belém do São Francisco

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Depois do sertão voltamos ao litoral para o ponto final de nossa jornada: Recife

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Fabiano nos recebeu super bem e ele e sua família toda nos acompanharam por toda cidade.

Naná e Fabiano no Recife antigo

Naná e Fabiano no Recife antigo

Olinda

Olinda

Pablo (amigo de Fabiano), Hilário (irmão), Dani (namorada de Hilário) e Pedro (o próprio) na praia de Boa Viagem

Pablo (amigo de Fabiano), Hilário (irmão), Dani (namorada de Hilário) e Pedro (o próprio) na praia de Boa Viagem

A Casa da Cultura, um antigo presidio transformado em feira de artesanato

A Casa da Cultura, um antigo presídio transformado em feira de artesanato

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No penúltimo dia da viagem fomos conhecer Porto de Galinhas, que não deixa nada a desejar às praias do Caribe.

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Naná com Maria (mãe de Fabiano), Antonio (pai) e Milena (irmã)

Naná com Maria (mãe de Fabiano), Antonio (pai) e Milena (irmã)

A tradicional cultura nordestina ganhando a vida como pode.

A tradicional cultura nordestina ganhando a vida como pode.

No dia 20 de outubro de 2005 fomos visitar pela manhã a Oficina do Brennand que é impressionante de tarde pegamos o avião de volta para São Paulo.

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SE ACABO


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09/10/2005 – Areia branca

De São Luis, seguimos para os lençóis maranhenses. Fomos para Santo Amaro, uma cidade bem menos turística que Barreirinha, conforme dica da Miriam (nossa anfitriã em São Luis, amiga da Gina, muito gente fina) e do amigo Zeca. Ficamos em um sítio localizado bem no meio dos lençóis (neste sítio foi gravado o filme “Casa de Areia”): passando a cerca, era só atravessar o lago, subir uma duna e já estávamos bem nos meios do lençóis, com suas dunas e lagos. Os moradores do sítio, Adelmo, sua esposa, Teresa, e o filho, Hernandez, são todos pessoas bastante simples e muito receptivas.

Dormíamos no chão ou numa rede que nos emprestaram, ao lado da galinha com seus pintinhos, acordávamos com o canto do galo e com os outros sons dos bichos – porcos e cabras. Experiência bem diferente pra quem viveu toda a vida com energia elétrica na grande metrópole paulistana.

Mirian em um dos ótimos papos que levamos.

Mirian em um dos ótimos papos que levamos.

O sitio...

O sítio...

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… e os lençóis. Um cenário realmente impressionante, e isso porque não estamos na cheia. A gente se sente pequenininho lá no meio.

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Visitas de domingo...

Visitas de domingo...

Nóis com a Teresa.

Nóis com a Teresa.

Saindo de Santo Amaro, uma epopéia até a próxima parada, Jericoacoara. Uma hora e meia de Toyota até a estrada, 3h de espera pelo ônibus, ônibus de 1h até Barreirinhas, onde dormimos, 5h de pau-de-arara até Tutóia – passando pelas dunas (não foi opção não, é o único jeito mesmo…) -, ônibus até Parnaíba, mais uma noite, ônibus até Camucim e finalmente um Buggy até Jericoacoara (novamente na cola dos gringo: fomos com um belga que conhecemos no ônibus que pagou mais da metade do preço total, porque era muito caro para nós, meros brasileiros mortais que ganham em real…). E detalhe, tudo isso sem dinheiro, porque não tem uma porra de um Itaú em nenhuma dessas cidades! Mas enfim, chegamos a Jeri, que é um lugar muito bonito. Mas com o eu sou mesmo muito azarada, queimei minha perna no escapamento do buggy na hora de descer, o que prejudicou o aproveitamento da praia… Mas tudo bem, porque impossível ficar de mal-humor nesse lugar! (mesmo continuando sem poder sacar dinheiro…)

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A pedra furada, principal atrativo da região (fora o vento! Nossa como venta! Muita gente fazendo windsurf.. Aliás, muito gringo fazendo windsurf…)

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Depois de Jeri, viemos para a capital do Ceará, Fortaleza, onde estamos hospedados na casa de Eliana. Cidade bem gostosa, já conhecemos alguns de seus principais pontos turíticos:

Mercado Central

Mercado Central

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Catedral

Catedral

Praia de Iracema com ponte de ferro ao fundo.

Praia de Iracema com ponte de ferro ao fundo.

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Em Belém, como não poderia deixar de ser, mais curtimos o Ademir, a Gi e o pequeno Arthur que qualquer outra coisa… Que delícia que é matar a saudade dos amigos! Ainda mais quando tem uma novidade tão gostosa… Não é lindo?!

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E o Ademir pai, que graça... É ver pra crer.

E o Ademir pai, que graça... É ver pra crer.

Arthur e a mami (é povo, é praticamente um book do Arthur... mas ele merece!)

Arthur e a mami (é povo, é praticamente um book do Arthur... mas ele merece!)

E um tipico almoço de familia de domingo... Há quanto tempo!

E um típico almoço de família de domingo... Há quanto tempo!

Claro que Belém, uma das cidades mais simpáticas do Brasil, mereceu nossa visita… Aqui o Ver-o-peso…

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A Casa das 11 Janelas

A Casa das 11 Janelas

O zoológico da cidade, que aqui é conhecido por museu. Aqui as tartarugas, a cabeça do jacaré e a Vitória Régia… Grandes!

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E um instituto que fica dentro da UFPA, todo em palafita, chamado POEMA – Pobreza e Meio Ambiente.

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A Praia do Mosqueiro, de rio (quem veio no Ened 99 lembra bem…). Igualzinho ao mar, com direito a onda e tudo, mas água doce… E a tapioca na folha de bananeira.

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Depois de uma semana bem caseira em Belém, seguimos por la carretera para São Luis, Maranhão. A cidade, ou melhor, o centro histórico, é uma graça, apesar de que podia estar mais conservado…

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As casas do período colonial são muito charmosas, todas feitas com esses ladrilhos.

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Aqui as estátuas de Bolívar que nos perseguiram pelos países hispânicos foram substituídas por esse hermoso busto do coronel Sarney… O convento das mercês, onde ele está, é um ponto histórico importante que foi meio apropriado pela família e a história Sarney… Um outro museu tem até o berço que era dele, mas não pudemos fotografar…

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Aqui somos nós aliviados porque encontramos a máquina depois de esquecê-la no banco de uma praça… Um taxista muito gente fina encontrou, guardou e devolveu quando viu a gente procurando que nem louco. É sempre bom lembrar que tem gente boa no mundo… E é a segunda vez que essa máquina escapa de se perder no mundo…

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Aqui a Casa de Minas, um centro comunitário de resistência negra, onde há várias festas típicas daqui e onde vive um povo, especialmente senhoras.

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Embarcamos, literalmente, para Santarém, no barco “Amazon Star”, onde todos (os que não querem pagar 600 reais pelo camarote) viajam de rede. Nóis, claro, nem tínhamos rede, nem dinheiro para comprar, nem mala para levar depois e nem o preparo que esse povo tem pra dormir em rede, então encaramos um chão mesmo, com nossos sacos de dormir (finos demais para um chão de aço!). Bom, sobre o rio Amazonas: é muita água! Pra tudo que é canto, às vezes até some a margem… Todo brasileiro deveria passar 4 dias navegando pelo Amazonas, pra ver se o povo realmente se dá conta da riqueza que tem ali e trata de protegê-la… Claro que a gente sabe tudo isso, mas se ver ali no meio do rio é realmente uma experiência interessante. E sem dúvida quando a água passar a ser a grande riqueza do momento (o que não vai demorar muito) seremos um alvo muito fácil para os países que costumam exportar democracias.

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Depois de dois dias de barco, chegamos a Santarém, a princesinha do Tapajós. Nosso estadia aqui foi ótima, não só porque fazer um descanso na jornada de 4 dias de braço veio muito a calhar, como a cidade é muito simpática. Ficamos na casa da Gorda, irmã da Gina, que nos recebeu muito muito bem. Visitamos o novo Relicário (restaurante da Gorda) que está reformando e deve inaugurar no fim do mês. Fica na beira do rio e quem vier a Santarém não pode deixar de conferir! Fomos também a alter-do-chão, uma praia no rio Tapajós que foi considerada pela “Isto É” uma das 10 paisagens mais bonitas do Brasil. Realmente muito bonita, além do que presenciamos um belo pôr-do-sol seguido pelo nascer da lua mais bonito dantes visto!

Beira-rio em Santarém

Beira-rio em Santarém

Alter-do-chão

Alter-do-chão

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O pôr-do-sol...

O pôr-do-sol...

... e o nascer da lua.

... e o nascer da lua.

Gorda e os filhos Felipe, Cecilia (esquerda) e Ligia.

Gorda e os filhos Felipe, Cecília (esquerda) e Ligia.

De volta ao barco, dessa vez o “11 de Maio”, mais dois dias de Rio. Esse barco era bem pior, principalmente porque na área de lazer tocava uma música muito ruim e muito agudamente alta, e na área de dormir o barulho do motor era infernal. Mas pelo menos tinham uns bancos de madeira que serviram como perfeitas camas, bem melhor do que o chão de aço. De resto, mais água e mais floresta… E muitas micro-comunidades ribeirinhas, cujos habitantes tentavam alcançar os barcos com suas canoinhas – hora para vender coisas, hora para pegar uma carona, hora só pela farra mesmo…

Na hora do almoço, o povo tira as redes pra descer a mesa...

Na hora do almoço, o povo tira as redes pra descer a mesa...

Nossa caminha.

Nossa caminha.

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Os caronas.

Os caronas.

Chegando em Belém. Interessante ter a primeira ipressão da cidade ao vê-la pelo rio.

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Nos despedimos de Caracas com uma comitiva de amigos nos acompanhando até a porta do ônibus. Da esquerda pra direita: Mônica, Amarú, Hector, Naná e Paola (filha de Hector) Luis e eu batendo a foto.

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De Caracas fomos a Ciudad Bolívar, onde fomos hospedados em casa dos parentes dos Colmenares, que também nos receberam como se fossemos da família, porsupuesto. Novamente da esquerda pra direita: Gladys, Carlos, Âmbar, Osvaldo e nosotros.

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Em Bolivar passeamos pelo Rio Orinoco, o terceiro maior do mundo...

Em Bolívar passeamos pelo Rio Orinoco, o terceiro maior do mundo...

...pela praça Bolivar onde morreram heróis nacionais...

...pela praça Bolívar onde morreram heróis nacionais...

... e visitamos o Museu Jesus Soto, um dos maiores artistas venezuelanos e pai da arte cinética.

... e visitamos o Museu Jesus Soto, um dos maiores artistas venezuelanos e pai da arte cinética.

Enfim, chegamos a terra pátria!!!!! Anaí continuou falando em castellano com o taxista brasileiro que não entendeu muito. Muito estranho ouvir novamente todas aquelas pessoas falando sempre em português, mas depois de muitas “gracias” fomos novamente nos acostumando ao “obrigado”.

Na estrada pra Boa Vista o velho e bom guaraná...

Na estrada pra Boa Vista o velho e bom guaraná...

...e passamos pela reserva indigena Raposa Serra do Sol. Enorme.

...e passamos pela reserva indígena Raposa Serra do Sol. Enorme.

Em Boa Vista quase derretemos de tanto calor e sem nenhuma praia pra refrescar.

Mas compensamos com um bom dourado e suco de cupuaçu as margens do Rio Branco.

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É só voltar ao Brasil e as praças centrais do urbanismo espanhol dão lugar as inóspitas “praças” rotatórias com um monumento no meio (e não era o Bolívar, lógico)

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No caminho até Manaus uma mega selva amazônica quase que no caminho todo.

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Em Manaus fomos recebidos pela madrinha do Ademir, também como se fossemos parentes. Na foto, nóis, Eneida, Nikelly, Gustavo e Túlio. Todos muito simpáticos e atenciosos.

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E visitamos o centro com o Teatro Amazonas.

E visitamos o centro com o Teatro Amazonas.

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