Feeds:
Posts
Comentários

Archive for janeiro \26\UTC 2009

dsc03358

dsc02872

Chegamos na ilha socialista no dia 29 de dezembro a tempo de pegar o pôr-do-sol no Malecon.

Depois de dois dias no hotel reservado (pois a reserva era necessária para se obter o visto de entrada) fomos nos hospedar em La Cabana, na Casa de Mario e Belkys – amigos do nosso companheiro venezuelano Amarú. Mário e Belkys trabalham com esporte e Belkys já cumpriu missão na Venezuela. Eles não cobraram nada pela estadia e nos receberam como se fossemos da família, nos tornamos grandes amigos.

Da esquerda pra direita Daise com xx no colo, Belkys, Pedro, Anai, Mario, xx e Yohanna.

Da esquerda pra direita Samuel (filho de Dayana), Daiyana (filha de Mario e Belkys), Belkys, Pedro, Anaí, Mario, Samir (filho de Dayana) e Yohanna (filha de Mario e Belkys, com Vivian na barriga).

Yohanna com a cahorrinha da familia.

Yohanna com a cahorrinha da família, Tina.

Havana vista do Cristo em La Cabana

Havana vista do Cristo em La Cabana

dsc03053

A casa que Che Guevara viveu em La Cabana

A casa que Che Guevara viveu em La Cabana

O dia a dia com a família Suero nos permitiu conhecer de perto as caraterísticas muito peculiares da vida em Cuba.

O salário médio de um professor ou um de um médico está na faixa de uns 15 dólares. Esses 15 dólares permitem que o cubano tenha uma qualidade de vida referente a um salário de 1.500 dólares no Brasil, mas não permite que tenha um padrão de consumo no mesmo patamar. Isso acontece porque quase tudo que é necessário para se viver bem (moradia, saúde, educação…) é de graça ou muito barato (o ônibus custa 0,02 dólar), e os produtos que não são de primeira necessidade (refrigerante, sorvete e etc) tem o mesmo preço do resto do mundo, o que é muito caro para eles.

dsc03352

Na ilha duas moedas diferentes são utilizadas: o peso cubano e o CUC, que vale 1,2 dólares ou 25 pesos cubanos. Tudo que é turístico ou “não essencial” se paga em CUC e o demais se paga em pesos: ônibus em peso, taxi em CUC e assim por diante. Os cubanos chamam o CUC de “divisa”, pois é justamente isso que ele significa: a entrada de divisas no país pelo consumo estrangeiro na ilha.

A moradia em Cuba é tratada de forma também muito interessante, como se fosse de propriedade mista: o cidadão financia sua casa com o Estado e só pode vender para o próprio Estado. Se quiser se mudar para outra casa tem que permutar com alguém que queira morar na dele. Com isso se evita a especulação imobiliária e ao mesmo tempo faz com que o morador cuide da sua casa, já que ela é sua.

A abertura econômica para o turismo e a duplicidade de moeda causam alguns problemas. Um garçom ou uma camareira que ganhe 1 dólar de cada cliente que atende chega a ganhar muito mais que um médico ou um professor. Uma pesquisa recente descobriu que 30% dos jovens não querem ter um emprego formal, preferem trabalhar poucos dias por ano em uma atividade relacionada com turismo.

O entendimento de que o país deve rumar para uma moeda única parece ser algo muito difundido entre os cubanos. Até porque, se quiserem fazer parte da ALBA para valer, não poderão ter nem duas moedas, nem um moeda muito mais fraca que as dos outros países. Assim, essa é uma questão que certamente deverá ser enfrentada pelo governo cubano em pouco tempo.

Mas para isso a integração com outras economias é imprescindível, o que só vem a realçar ainda mais a importância da ALBA, que pode fortalecer a economia da ilha e criar um ambiente favorável à adoção de uma moeda única no bloco bolivariano.

Na passagem para o dia 1 de janeiro fomos com todos os moradores de La Cabana ao Cristo que fica no alto da colina para ver os fogos que explodiam na ponta do Malecon.

010120094342

31122008431

No dia do 50 aniversário da revolução nenhum evento especial em Havana. Raúl Castro falou para convidados em Santiago e Fidel escreveu algumas notas no jornal. De todo o discurso de Raúl a parte com mais destaque dizia: “Hablo, por supuesto, también en nombre de los que cayeron en las guerras de independencia y más recientemente en la Guerra de Liberación. En representación de todos ellos, hablo en nombre de Abel y José Antonio, de Camilo y Che, cuando afirmo, en primer lugar, que ello exige de los dirigentes del mañana que no olviden nunca que esta es la Revolución de los humildes, por los humildes y para los humildes.”

dsc03104

dsc03218

dsc03190

A praça da revolução e o memorial José Marti

A praça da revolução e o memorial José Martí

dsc03231

dsc03208

São muito recorrentes em Cuba os cartazes pela libertação dos 5 cubanos nos EUA.

dsc02889

A entrada do Museo da revolução

A entrada do Museo da revolução

O uniforme do movimento 26 de Júlio

O uniforme do movimento 26 de Julho

O decreto da reforma agrária

O decreto da reforma agrária

O barco Granma que levou o grupo revolucionário do México para Cuba

O barco Granma que levou o grupo revolucionário do México para Cuba

Frase na parede do Instituto de Metereologia

Frase na parede do Instituto de Metereologia

As bandeiras e palavras de ordem que os visitantes estrangeiros imaginavam ver sendo agitados pelas ruas estavam na verdade pregadas por todos os lados da cidade.

dsc03241

dsc02950

dsc03178

dsc03114

Os cubanos pareciam já estar acostumados a comemorar o aniversário da revolução e para quem esperava ver uma intensa agitação de rua estranhou a “normalidade” de um dia de feriado. Na noite do dia 1 uma grande festa com a apresentação da big band Los Van Vans levou milhares à tribuna anti imperialista em Havana.

Os 50 anos de uma revolução socialista vitoriosa foram comemorados com muita música e dança latina. Em vez de marchar, o povo bailou.

dsc03271

Na maior parte de nossa estadia ficamos em na cidade de Havana, o que nos permitiu passar um bom tempo nas ruas da charmosa cidade.

dsc03034

dsc03137

dsc02882

dsc02914

Entrada da Universidade de Havana.

Os fantásticos cartazes de cinema

Os fantásticos cartazes de cinema

dsc03257

Nossa estadia em Havana foi também marcada por uma forte característica: depois de 20 dias de viagem a dois, já não estávamos mais sozinhos. Aqui encontramos muitos amigos brasileiros – era grande a delegação da esquerda festiva brasileira que veio comemorar os 50 anos da Revolução. E além dos amigos brasileiros, conhecemos também muitos cubanos maravilhosos.

Tomamos umas cervejas com o escritor Félix Contreras na Plaza Vieja…

dsc03261

dsc03266

… fomos tomar mujitos na Bodeguita del Medio com os companheiros brasileiros…

dsc02973

dsc02974

… e assistimos uma apresentação memorável de jazz do percussionista Oscar Valdez na bar La Zorra y El Cuervo entre tantas outras experiências formidáveis.

dsc03461

dsc03459

dsc03405

Oscar Valdez

Oscar Valdez

O japonês com pinta de mexicano que toca muito. Figura

O japonês com pinta de mexicano que toca muito. Figura

As inúmeras atrações da capital não nos impediu de ir de guaua (ônibus) conhecer uma praia a meia hora de Havana, onde o público é majoritariamente cubano.

dsc03468

dsc035201

Na volta os ônibus passavam todos lotados e fizemos sinal para uma máquina (os carros americanos antigos) que parou. Quando entramos o condutor nos explicou que quase não parou porque pensou que nós não eramos cubanos. Quando se inteirou de que realmente não eramos ficou um pouco preocupado, pois esse tipo de táxi não pode atender turistas, mas no final tudo deu certo para todos.

LAS MÁQUINAS:

dsc03177

dsc03348

Como não podia deixar de ser, fomos visitar a Camila na Escuela Internacional de Cine y TV, em San Antônio de los Banos.

San Antonilo de los Banos

San Antonilo de los Banos

dsc03584

dsc03640

A escola é formidável, tem cerca de 120 alunos regulares (que fazem o curso de 3 anos) e mais um tanto de talleristas. Essa parece ser a última trincheira na defesa do cinema novo latino americano. Por aqui passam alunos e professores de todas as partes do mundo, muitos deles deixam anotações nas paredes.

dsc03631

dsc03632

dsc03620

dsc03622

dsc03643

A escola fica em uma fazenda próxima a cidade e conta com um estrutura bem interessante com equipamentos de edição e finalização, estúdio, auditório e etc.

dsc03602

dsc03607

Os alunos tem dormitórios com banheiro e contam com a mordomia de serem apenas 1 aluno por dormitório. Como se não bastasse o conforto do quarto, os alunos ainda descolam uma boa grana por semana revendendo a cota de caixas de cerveja que têm direito de comprar a um preço mais baixo. É praticamente dinheiro que cai do céu.

dsc03626

Além de conhecer a escola e da agradabelíssima compania da Camila ainda tivemos a oportunidade de assistir uma aula de história do cinema latino americano muito bacana.

dsc03650

dsc03646

dsc03651

No nosso último dia na ilha, depois de nos despedimos da nossa família cubana fomos para o lugar onde a Bia e o Guilherme estavam hospedados para deixar com eles um pouco da nossa bagagem, pois eles tinham se disposto a levar pra gente, uma vez que eles iriam voltar direto ao Brasil. Isso nos atrasou um pouco e para piorar o taxi que estava nos levando não podia ir até o aeroporto por que não tinha autorização para circular por lá. Tivemos que saltar no meio de uma avenida e pegar outro, o que nos atrasou muito! Chegamos no aeroporto com apenas uma hora de antecedência e nosso vôo para Cancun pela Mexicana estava lotado. Nós e uma família de 6 italianos ficamos brigando com a companhia Mexicana um bom tempo. Acabamos embarcando, os italianos ficaram pra trás.

Como fui em banco separado da Naná neste vôo, ao meu lado estava um senhor americano que colocou uma nota de 20 dólares no meio do seu passaporte com um recado em espanhol. Como ele percebeu que eu reparava o estranho movimento me explicou que era para o departamento de imigração no México. Acontece que ele tinha família em Cuba e viajava 4 vezes por ano para a ilha. Com esse recado e regalo no passaporte garantia que não se carimbasse a saída e a entrada do trajeto México-Cuba pois teria problemas com o governo americano se descobrissem que ele viajava tantas vezes por ano para Cuba. “Coisas do governo Bush.” me explicou.

dsc02850

Anúncios

Read Full Post »

Cancun

Cancun foi, como apelidamos por aqui, as férias das férias… Depois de quase um mês conhecendo muito lugares e ficando pouco em cada lugar, ficamos em Cancun em um esquema mais “patrão”. Chegamos com hotel reservado – mas nao de pé na praia, mas sim no centro, que é patrão mas nem tanto! – porque ficamos com medo de nao achar nada entre natal e ano novo.
Nao tem muito o que dizer sobre nossa estadia por aqui: no primeiro dia fomos no famoso parque XCaret (mas nao nadamos com golfinhos porque é muuuuito caro! EXCARISÍMO).
Mergulho nos rios subterrâneos

Mergulho nos rios subterrâneos

xcaret_2

dsc02319
dsc02356
dsc02376
dsc02404
dsc02433
Representaçao do jogo de pelotas (maya), no show folclórico do parque.

Representaçao do jogo de pelotas (maya), no show folclórico do parque.

dsc02506
No segundo dia fomos a Isla Mujeres onde buseamos (snorkeamos) em um recife cheio de peixes. Na volta a Cancun nos infiltramos em uns hoteis para chegar na praia (naaaada de mais, aliás, muito besta com hoteis tipo gigantescos comendo toda a areia da praia e tapando todo o sol com sua sombra de prédios de 10 andares!)
Mojitos em Isla Mujeres.

Mojitos em Isla Mujeres.

Pedro no mergulho

Pedro no mergulho

Os milhares de peixes nas águas tranparentes do mergulho.

Os milhares de peixes nas águas tranparentes do mergulho.

Naná no mergulho.

Naná no mergulho.

dsc02573

Crianças alimentam gaivotas na pria popular de Cancun.

Crianças alimentam gaivotas na praia popular de Cancun.

Filando uma cadeira em um resort em Cancun.

Filando uma cadeira em um resort em Cancun.

dsc02649

No terceiro dia fomos a Tulum, onde as ruínas e o mar formam um conjunto realmente impressionante e a praia é muito mais simpática do que em Cancun.

Algo interessante que aconteceu nesse dia. Tulum fica a 2 horas de Cancun, e pegamos um ônibus para chegar lá. Chegamos, fomos às ruínas, fomos à praia, tomamos uma cervejas com quesadillas e guacamole… Fim do dia, fomos ao terminal de ônibus para voltar e… nao tinhamos dinheiro!! O Pedro somente tinha uns poucos pesos e Anaí tinha deixado a carteira no hotel, em Cancun… Tínhamos apenas travel check, mas era domingo à noite em Tulun!!! Ow, que estresse! Sorte que enquanto Pedro rodava a cidade tentando conseguir dinheiro, Anaí caçou na fila da rodoviaria uma dupla de pai e filho que tinha ficado sem lugar no busao, e arranjou de racharmos um taxi até Cancun… E assim voltamos para Cancun, em uma viagem agradabilíssima com duas pessoas fantásticas, conversando sobre Canadá, India, Brasil e Cancun, enquanto o taxista fazia manobras loucas e xingava o trânsito (que de fato estava muito carregado, demoramos 3 horas, sendo que de carro deveria levar 1h30).
Chegamos em Cancun amigos de Amit, que é descendente de indiano, nascido no Canadá e que está há dois meses morando em Cancun, onde abriu um negócio (um sítio de hospedagem de comerciantes na internet, chamado Pedro´sPlaza, por coincidência…) e seu pai, indiano e que mora no Canadá (que esquecemos o nome… Amit, manda pra gente arrumar no blog!), que o estava visitando. Assim, o perrengue acabou se resolvendo, de forma cara, é bem verdade, mas muito agradável.
dsc02715
dsc027721
dsc02741
dsc02779
dsc02801
dsc02844
Mar azul, praia de areia branca e paz… Delícia!
Energias recarregadas, rumo a Ilha do Comandante (nao mais) em Jefe Fidel, verificar os festejos dos 50 anos da Revoluçao!

Read Full Post »