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Archive for dezembro \26\UTC 2008

Guatemala – Flores e Tikal

 Finalmente chegamos a Flores, nossa última estadia na Guatemala. Flores é uma cidade um tanto pitoresca, pois é uma ilhota no meio do lago Peten-Itza. Menos de 10 minutos andando e voce dá a volta completa na ilha.

Nessa cidade, que serviu de estadia para nossa visita a Tikal (ruinas mayas), passamos um tempo razoável, já que viemos com folga porque era natal e nao sabíamos como estaria o funcionamento das coisas por aqui.

Assim, aqui passamos o nosso primeiro dia sem ter nada planejado para fazer na viagem. Andamos um bocado, dormimos mais um bocado, tomamos café e vimos o por-do-sol na beira do lago – enquanto comíamos El Blanco, como chamam aqui um tipo de peixe exclusivo desse lago. Para terem idéia do sabor, seu nome científico é “petenia esplendida“.

Em Tikal, muito história e muita mata.

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Flores.

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O principal templo de Tikal.

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179 degraus nos levam ao topo do mais alto templo maya, com 70 metros de altura. A vista é algo de impressionante.

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Os pizotes estavam por todas as partes.

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Parte da maquete do parque.

Na nossa última noite no país a na América Central, vimos como os guatemaltecos de Flores festejam sua véspera de natal – nada de muito diferente da gente, mas com fogos de artifício. E em homenagem ao natal, segue abaixo a música hit da viagem – o principal jingle navideño de toda a centro-américa: 

“Feliz Navidad, Feliz Navidad
Feliz Navidad, Prospero año y Felicidad.
I wanna wish you a merry Christmas, i wanna wish a merry Christmas, i wanna wish a merry Christmas, from the bottom of my heaaart!”

E um feliz 2009 para tod@s!!!

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Guatemala – Izabal

Chegamos em Rio Dulce, que é uma típica cidade de beira de estrada: uma estrada e muitas casas, principalmente comerciais, em volta. Por isso acabamos optando por ficar em um esquema mais “buena vida” – um hotel na beira do rio, quase no seu encontro com o lago Izabal. No hotel, ficamos em um bungalow muito charmoso, comíamos à beira do lago, davamos um tchibum e tomavamos um sol em uma balsa. Delícia.

O hotel, além de hotel, é uma marina, de modo que há vários barcos ancourados em torno dele. As pessoas dormem nos barcos e usam a estrutura do hotel. 90% dos barcos que lá estavam eram norte-americanos.

O lago Izabal é o maior lago da Guatemala, e se conecta ao mar do caribe pelo Rio Dulce.

No dia seguinte fizemos a travessia desse rio (que na verdade foi a razao de ser da nossa parada), chegando até Livingston. A travessia é muito impressionante, pois passamos por uma espécie de canon, com paredes muito altas de mata e o rio, estreito e de água muito verde, no meio. Muito bonito.

E Livingston é uma cidadezinha muito curiosa, pois parece que os africanos chegaram aqui na Guatemala e por aqui ficaram. Quase todos os negros do país estao aqui, uma cidade que é uma mistura de um povoado indígena com a Jamaica – dialeto maya e Bob Marley.   

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Ponte sobre rio Dulce.

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A "cidade".

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Nosso hotel.

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Vista do hotel.

Na Guatemala experimentamos a cerveja Brahva, que nada mais é do que a velha e boa Brahma. Acontece que quando a cerveja nacional, Gallo, soube que a Brahma estava vindo para cá, correu e registrou o nome na frente…

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Travessia do Rio Dulce.

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Livingston indígena (em uma adaptacao local, as mulheres carregam os filhos na testa, e nao nos ombros)

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Livingston africana - fazendo um som.

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De volta à Cidade da Guatemala, o Eduardo conseguiu nos arranjar de dormir na casa da universidade daqui, de modo que economizamos uma plata – oba!
No dia seguinte, conhecemos o Palácio Nacional da Cultura, que é um prédio impressionante de bonito, que um dia já foi a casa presidencial, mas hoje é apenas museu, alguns ministérios e o local para atividades públicas presidenciais. O palácio, que procura mesclar elementos da cultura espanhola e maya, foi construído nos entornos de 1930, no governo de um presidente ditador (cujo nome nao recordamos agora) e pelas maos de pessoas presas que trabalhavam – forçosamente – a 25 centavos de dólares por dia.
No palácio há muitas referencias ao acordo de paz firmado entre a guerrilha e o governo guatemalteco, pondo fima uma guerra civil que perdurou até 1996.
Enquanto esperávamos para entrar no palácio – um esquema um tanto conturbado na verdade, com muitas informaçoes truncadas das pessoas que trabalham lá, entre seguranças e guias – conhecemos o mercado central – labirinto de artesanías, comidas e artigos navideños…
 
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Palácio da Cultura - pátio onde foi assinado o acordo de paz (reparem na escultura que representa a paz, com duas maos -guerrilha e governo - com um rosa branca em cima que é trocada a cada dia)

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O acordo de paz celebrado em 1996

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Mural representando a invasao espanhola

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Passáros Quetzales em lústre do palácio. Esse pássaro é um símbolo nacional e a moeda do país leva seu nome.

Depois fomos a um parque onde está um mapa do país em relevo, feito por um engenheiro, Francisco Vela, em 1905. Esse mapa retrata o país todo e suas montanhas, retratadas em proporçao 5 vezes maior do que o resto, para efeitos “dramáticos”. Ele foi feito por meio de mediçoes no lombo de um burrro, mas dizem que é bastante preciso.
Interessante que Belize está no mapa, o que mostra como os guatemaltecos consideram que Belize faz parte de seu territorio. Aliás, em breve será realizado um referendo entre cidadaos da Guatemala e de Belize para saber se os cidadaos concordam em levar para a corete internacional a decisao sobreo os verdadeiros limites territoriais.
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 Na sequencia fomos ao teatro nacional, que para nossa surpresa está fechado em dezembro e janeiro, de modo que nao pudemos conhecer, e caminhamos pelo centro cívico, composto por alguns predios importantes – como biblioteca nacional e tribunal de justiça – com belos murais em relevo nas suas fachadas.
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De noite fomos à casa de Eduardo e Patrícia, para ver a “posada”, que é uma ceri-monia festiva natalina na qual as pessoas da vizinhança levam um tipo de liteira com Maria e José para posarem cada noite na casa de uma pessoa da rua. Nao vimos a ceremonia, pois chegamos atrasados por conta do transito, mas nos contaram que as pessoas da rua batem na porta, pedem a pousada, entram na casa, fazem uma reza, cantam umas músicas e deixam a liteira ali até o próximo dia, quando a levarao para outra casa. Com isso a vizinhança toda acaba se conhecendo melhor.
Assim nos despedimos da Cidade da Guatemala, já que no dia seguinte partiríamos cedo para Rio Dulce.

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 No lago de Atitlan ficamos na cidade de Panajachel. Ficamos aquí um dia só, de modo que logo que chegamos fomos atrás de um passeio pelo lago. Acabamos ficando com uma opçao um pouco mais cara, que passava por alguns pueblos, em vez de ir em uma lancha pública que ia para um só. Mas nao saiu muito caro porque o cara fez um preço relativamente barato, já que o turismo está baixo – o que nos chamou a atençao, ja que é alta temporada. Acontece que, seundo o cara da lancha nos disse, os EUA está desrecomendando a Guatemala aos seus cidadaos, por estar muito “violento”, o que derrubou muito o turismo no país… 
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Santiago, o primeiro povoado, é habitado por outra naçao maya – tzutujil.  Conseguimos nos despistar de uns tantos guias, que nos queriam levar ao Maximon. Nao sabíamos o que era ese tal Maximon, até que chegou um molequinho também querendo ser nosso guía – a um preço ridículo – e que nao desistiu de nos acompanhar por nada nesse mundo. Ele nos convenceu a “contratá-lo” quando perguntamos o que era Maximon e ele respondeu “una santa maya”, e quando perguntamos o que tinha de especial essa santa maya e ele disse “no se”. Quer guía melhor que esse? De qualquer forma, ele nos levou para ver o Maximon, que é um Deus Maya, que fica a cada ano em uma casa – confraria – da comunidade, para quem as pessoas rezam, fazem pedidos e oferendas. Quando chegamos lá estava havendo uma cerimonia, tudo muito interesante – tanto a cerimonia como a figura do Maximon. Depois conhecemos uma amiga do Eduardo, que é tzutujil, e nos explicou mais sobre o Maximon e o sincretismo entre as culturas maya e crista. 
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No segundo povoado, San Antonio, ficamos somente tempo suficiente para duas mulheres nos convencerem a comprar seus tecidos – de fato muito bonitos e baratos.
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 No terceiro povoado, Santa Catarina, aos qual fomos depois de passar por umas supostas águas termales que de calientes tinham muito pouco, apenas almoçamos, à beira do rio. Local e comida muito agradáveis, mas cuja lechuga nos rendeu a primeira – e quiçá última – caganeira da viagem…
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 No dia seguinte fomos a Chichicastenango, que possui um dos principais mercados de artesanías do país. Havia de tudo, tanto roupas e artesanatos tradicionais indígenas como modernos. Muita cor, e muita pechincha. O povo abaixava mesmo o preço, claramente para menos do que valiam as coisas… Havia muito pouco turismo, o que tornava a vida deles mais difícil e a nossa mais barata – e constrangedora.
Compramos algumas coisinhas, mas nao muitas, porque ainda temos muita carretera pela frente…
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E o mais interesante do dia foi ver 2 muchachos montarem na raça um pau de 20 metros de altura que tem na praça central para uma especie de ceremonia na qual dois homens descem volando la do alto até o chao.
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O caminho de volta à Guatemala foi uma verdadeira aventura. Nao quisemos fazer o esquema  turista, que era uma van que custava 22 dolares por pessoa, e pegamos o onibus público – aqueles de escola americana – no qual vao sentadas tres pessoas por banco – teoricamente para duas crianças – e cujo motorista vai em um cacete que nao da nem para descrever. Ultrapassou tudo que encontrou pela frente – ate travei as costas de tanta tensao…
Mas vale, chegamos saos e salvos – e rápido!

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Guatemala – Antigua

 No dia seguinte fomos à Antígua, aproveitando uma carona com Lucía, amiga do Eduardo e da Patrícia que conhecemos na sua casa no domingo e que também morou uns anos no Brasil e hoje canta músicas brasileiras na Guatemala, ajudando a divulgar nossa rica cultura.
Antigua, como o próprio nome diz, é a antiga capital do país, que foi transferida para a nova Guatemala em 1783, em uma tentativa de fugir dos terremotos, já que a cidade já havia sido destruída por dois. Nao deu muito certo, porque a nova Guatemala também já foi destruída por terremotos, mas de qualquer forma Antígua virou uma bela cidade de descanso para os Guatemaltecos, muitíssimo bonita e simpática, com suas casas e ruas coloniais espanholas.
Aquí passamos dois días, aproveitando nossa fase mais calma da viagem para andar, comer bem e devagar, ficar sentados na praça e conhecer o hotel Santo Domingo, onde ficaram hospedados Magaly e Zé quando vieram para o Congresso, que é muito muito bonito, com direito a ruínas, araras e piscina com fonte colonial.

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A comer popusas em um restaurante com hermoso pátio interno

 

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O mercado cooperativo de Antigua

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Hotel Santo Domingo

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 Enfim, chegamos à Guatemala. A diferença com relaçao aos demais países centro-amerianos salta aos olhos. A capital, Cidadade da Guatemala já tem uma outra cara, completamente diferente, muito mais desenvolvida que os demais.
Aliás, em linhas gerais nos surpreendeu um pouco o fato dos países centro-americanos serem, em geral, sensivelmente mais pobres do que os sulamericanos (com excecao da Bolívia, para menos, e da Guatemala, para mais) – esperávamos algo mais próximo. Algo que faz uma diferença muito grande, como constatamos, é a proximidade com os EUA. Na América do Sul há muita pobreza, mas nao há tanta subserviência aos EUA, que trazem uma serie de peculiaridades, como a própria dolarizaçao da economía, em El Salvador. 
Chegamos à noite e fomos direto para um hotelzinho no centro. No dia seguinte, caminhamos pelo Parque Central, onde estava tendo uma feira de artesanías e roupas muito coloridas, onde descobrimos que era domingo – para nossa absoluta perplexidade, pois ambos tínhamos certeza absoluta que era sábado…. De qualquer forma, na praça estava tendo também comemoraçoes sobre os 60 anos da Declaraçao Universal de Direitos Humanos e em uma das barracas era sobre o direito à comunicaçao, onde estava falando o presidente de uma entidade de rádios comunitárias indígenas, com o qual fizemos uma pequena entrevista.

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 Depois fomos almoçar na casa do Eduardo e da Patrícia, amigos do Zé e da Magaly, que nos receberam muito bem, com direito a muita conversa, muita cerveja e muita simpatia. Aproveitamos para publicamente agradece-los pela atençao e pelo carinho, bem como ao Zé pelo valioso contato.

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Eduardo (Guayo) e família.

Cidade da Guatemala vista do mirador

Cidade da Guatemala vista do mirador

Nossa estadia nessa cidade teve duas etapas, já que daqui fomos à Antígua e ao lago de Atitlan, e depois voltamos para seguir rumo a Rio Dulce e Flores.  Assim que essa primeira parte acaba por aqui.

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El Salvador

Em San Salvador, acabamos ficando em um hotel meio deslocado, por pura preguiça de procurar. Era ok, apesar do banho gelado, já que nao está mais tao calor… E o colchao tivemos que por no chao, pq sem brincadeira que a cama mais parecia uma rede, de tanto que afundava…

Chegamos e logo saimos andando pelo centro, procurando um lugar para almoçar. Mas nao conseguíamos nos localizar para achar a praça central: as referencias do guia nao batiam, cada pessoa dava uma informaçao diferente, as ruas (cheias cheias de carros buzinantes e sem calçadas, pois tomadas por camelôs gigantes…) nao tinham nome… Anaí, faminta e com uma dor de cabeça beirando o insuportável, depois de dois dias de viagem com ar condicionado em ônibus ruim, teve sua primeira crise de nervios da viagem: cidade dos infernos! Só queria sair dali, tipo, San Salvador, ticado, vamos para a próxima! O Pedro, com toda a sua paciência que torna essa parceria possível, decidiu que entraríamos em um taxi e iríamos para um restaurante em uma outra parte da cidade, regiao do Boulevard de Los Heroes, uma parte mais chuchuca da cidade. Assim o fizemos, e comemos um belo prato. Santo remédio! E de quebra o garçom era uma pessoa muito figura e animada, curtidor do futebol brasileiro, politicamente antenado, ficamos conversando e ele nos deu várias dicas, inclusive sobre as praias salvadorenhas.

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Decidimos que no dia seguinte nos daríamos um break e iríamos para a playa – afinal, o pacífico nao poderia ficar de fora do nosso roteiro! Mas antes disso, nos nossos caminhos pela cidade, acabamos caindo na Universidade, onde acabamos caindo no Centro Acadêmico do curso de Direito (pois é, por mais que eu fuja…). Conversamos muito com alguns estudantes, em especial o Wil, sobre a situaçao política em E Salvador, na América Latina e Brasil. Percebemos que há uma uniao muito grande da esquerda salvadoreña em torno da candidatura de Mauricio Funes, pelo Frente Farabundo Marti de Libertaçao Nacional (FMLN). As eleiçoes serao em março, e há grande perspectiva de vitória, já que ele está 15 pontos à frente. O outro partido, ARENA, já está no poder há cerca de19 anos no poder. É curioso ver um movimento que um dia foi uma guerrilha transformado em partido político, quase ganhando eleiçoes nacionais – apesar de comum em vários países, algo impensado no Brasil.

Auditório na faculdade de Direito

Auditório na faculdade de Direito

Cartaz em homenagem a Schafik, na faculdade.

Cartaz em homenagem a Schafik, na faculdade.

A economia salvadoreña é dolarizada, o que já nos indicava um atrelamento muito grande com os EUA, mas conversando com esses amigos descobrimos que dos 8 milhoes de cidadaos salvadoreños, 2 milhoes estao nos EUA. Trabalham lá e mandam dinheiro para a família. Muitas pessoas vivem dessas rendas no país, sem trabalhar. O país praticamente nao tem indústria nacional. Imaginem que uma pessoa nos EUA manda dinheiro para uma família de 2 em El Salvador (uma media bastante razoável), isso significa que 3/4 da populacao salvadoreña vive de renda proveniente dos EUA. Mais atrelamento, impossível!!

O nosso bate volta de uma dia na praia foi algo de fundamental – nada como um belo banho de mar para recerregar as energias! Fora que a praia qui é muito bonita, o que de certa forma nos surpreendeu, por estarmos acostumados com a costa pacífica chilena. Areia preta, mas super macia, água clara, árvores. E claro, uma barraca com rede, pescado e cerveza! Delícia!

O ônibus para a praia.

O ônibus para a praia...

A caminho da praia.

O caminho para a praia.

tranquila, tranquila

E enfim, na praia. Tranquila, tranquila

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E nao podia faltar a chica do busao...

E nao podia faltar a chica do busao...

De volta a San Salvador, de noite fomos a um festa em solidariedade à Cuba, promovida pela FMLN, para a qual os amigos do direito tinham nos convidado. Comemos um jantar militante que atrasou um tanto para chegar e conversamos com vários salvadoreños, que falaram tudo que a gente tinha que fazer, para onde tinha que ir, e o que tinha que comer… Pena que já íamos embora no dia seguinte…

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Com Wil.

Com Nidia Diaz, deputada pela FMLN.

Com Nidia Diaz, deputada pela FMLN.

Foto da guerrilha, ainda na faculdade.
Foto da guerrilha.

Como nosso ônibus era à tarde, aproveitamos a manha para vencer o centro – dessa vez encontramos a plaza central, que tem uma catedral muito bonita, ultra sincretista, com uma temática indígena muito forte. Compramos DVDs (piratas, evidentemente) sobre a história da FMLN, desayunamos, passamos pelo mercado Ex-Cuatel (o primeiro mercado central mais organizado da viagem, com suas artesanias e alto grau de abordagem dos vendedores).

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Fomos embora em paz com a cidade, e nos despedindo da nossa parte rali da viagem. Depois de conhecer 5 países em 15 dias, agora vamos conhecer 3 em 30.

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